NO MUNDO - Maria José Béchade


Que juventude é essa?


Em outras décadas os jovens se mobilizavam para lutar contra a ditadura, contra a violência, contra a falta de liberdade ou se revoltavam contra a própria família para ter mais liberdade e direitos, que significavam poder sair com os amigos, viajar, ser respeitado em suas vontades e exercer seu direito à vida, à sexualidade e os prazeres como bem entendessem.
Ao contrário desses engajados e rebeldes jovens, infelizmente, estamos presenciando hoje uma leva de rapazes e moças que parecem se perder em seu cotidiano, sem rumo, sem foco, sem referências e sem valores. Os episódios ocorridos em São Paulo recentemente, como a discriminação e preconceito de uma jovem, estudante de Direito, pelos nordestinos e de um grupo de rapazes que direcionaram sua arrogância e intolerância a outros jovens, ao que parece por pura homofobia, dão um alerta à sociedade no tocante à educação direcionada à nossa juventude.
A sociedade parece estar divida entre o bem e o mal quando se fala em Direitos Humanos, mas cabe aí uma reflexão em torno do debate da inclusão da disciplina Educação em Direitos Humanos nos currículos escolares. Uma disciplina que provoque o jovem ou a jovem a pensar que a diversidade cultural, religiosa, regional e do exercício da sexualidade são fatores presentes na sociedade e que precisam ser respeitados assim como o direito à liberdade e a individualidade de cada pessoa.
É preciso reinventar novas formas de convivência entre os jovens e a sociedade num todo, que ao que se percebe vive um “choque de culturas” proveniente das diferentes gerações e das mudanças culturais na contemporaneidade. Os jovens, assim como os adultos que os acompanham na formação da personalidade precisariam ter acessos a novos paradigmas que possam levá-los à reflexão e à incorporação de novos valores, entre estes a tolerância e o respeito à dignidade humana, sem que para isso se sintam agredidos nem com o direito de agredir a outrem.  
Muitos dos episódios de violência e de intolerância presentes na sociedade de hoje são resquícios de um período conturbado de repressão do regime autoritário e da educação recebida nas famílias e nas escolas contemporâneas e/ou pós-ditadura. A democratização dos Direitos Humanos através da Educação formal e/ou não formal é um tema que hoje permeia as Universidades e os Governos tanto a nível internacional como nacional. É um debate merecedor de atenção e que, com certeza, trará novos referenciais para uma sociedade tão diversa, tão rica culturalmente e que ainda busca a excelência do ser humano. 



Escrito por Maria José Béchade às 20h39
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Mulher, Poder e Cidadania Paritária

  Os processos de luta enfrentados pelas mulheres nas últimas décadas têm nos rendido atitudes que nos ajudaram em muito a sair do obscurantismo, de papel coadjuvante e assumirmos funções até então proibidas à mulher. Apesar desses avanços, ainda estamos saindo da esfera privada para a pública com muitas dificuldades e inseguranças trazidas em nosso íntimo e na convivência pública com o homem. Muita coisa ainda tem que ser feita para que a mulher possa exercer paritariamente com o homem o seu lugar na sociedade, principalmente no que diz respeito aos papéis historicamente masculinizados, a exemplo de cargos de poder, tanto na esfera pública como privada.

A competência e a segurança em si mesma são alguns dos fatores fundamentais para que a mulher possa galgar crescimento profissional e executar tarefas onde ela possa se sentir sujeito social e contribuir plenamente com a sociedade. No entanto, os passos ainda são lentos no sentido do reconhecimento do seu currículo, da falta de oportunidades que tiveram durante décadas e da conscientização por parte de quem exerce funções decisórias. 

Para ilustrar um bom exemplo, ainda que o resto da sociedade não tenha se espelhado, foi a decisão do Chefe de Governo da Espanha, José Luis Zapatero, de escolher um número equiparado de mulheres e homens para a formação de sua equipe ministerial, além da vice-presidência de governo ser exercida também por uma mulher.

 

No Brasil, podemos ver um pequeno avanço, mas que ainda não contempla o cenário de justiça e de igualdade almejado por nós mulheres. Os exemplos postos em prática pelo presidente Lula, pelo governador José Maranhão e pelo prefeito Ricardo Coutinho são passos importantes, mas ainda baseados no modelo de “pinçar” algumas representantes como símbolos de valorização da mulher, o que não quer dizer que elas não tenham competência ou que não sejam importantes para a administração e para os próximos passos dessa luta histórica.

 

No meu ponto de vista, um dos problemas enfrentados tanto pela mulher como pelo homem é o fator psicológico. Alguns homens ainda não se prepararam para compartir com a mulher os espaços antes freqüentados e comandados exclusivamente por eles. Apesar de exercerem uma função chave não têm coragem de incentivar ou de indicar mulheres para funções importantes e autônomas. Por outro lado, devido ao papel histórico de subserviência e de segundo plano exercido secularmente pela mulher, algumas ainda não quebraram as amarras internas que lhes aprisionam, impedindo-as de atuarem ativamente nas esferas públicas.

 

Outro ponto, mas que já presenciamos mudanças importantes é o que podemos chamar de “modelo positivo”. A América do Sul e o mundo já estão dando mostras de confiança na capacidade da mulher para exercer cargos de poder na política, a exemplo da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, da presidenta do Chile, Michelle Bachelet, e da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton. Creio que o Brasil está próximo a mudar o modelo patriarcal existente para dar oportunidade a uma mulher ascender ao poder e exercer uma política baseada numa lógica de valores diferentes aos postos em prática secularmente. Sendo assim, Dilma Rouseff além de fazer história e mudar a forma de se fazer política no país, seria esse “modelo positivo” de onde as mulheres e a sociedade de uma maneira geral poderiam refletir sobre o exercício da cidadania ativa e paritária entre homens e mulheres.

 



Escrito por Maria José Béchade às 11h53
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Ato Institucional do Bispo

  Jornalista Maria José Béchade

 

 

A sociedade evolui, os seres humanos evoluem. Só a igreja católica não evolui! O mundo está cada vez mais plural e a tendência das grandes instituições mundiais é refletir e construir parâmetros que proporcionem a paz, a união, o respeito ao diferente e a igualdade de direitos e deveres. Em contrário à ira, à violência e ao desrespeito à liberdade do outro. Isso significa um estado de convivência com respeito mútuo nesse mundo pluricultural.

 

O ato instituído pelo arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, contra o padre e deputado Luiz Couto, suspendendo-o de suas funções sacerdotais deve ser levado em conta como um ato político, de perseguição e retaliação contra a pessoa de Couto, que em suas declarações demonstra acompanhar e compreender as verdadeiras necessidades de sua comunidade e da sociedade em geral.

 

Explico porque ato político e de retaliação do bispo em relação ao padre. A sociedade paraibana tem testemunhado através da mídia local o posicionamento conservador e aliado do bispo aos interesses do PSDB no estado. Basta lembrar a entrevista de Pagotto em jornais e TVs do estado em defesa do senador Cícero Lucena quando foi detido pela Política Federal, na Operação Confraria, em julho de 2005. Recentemente ele saiu, mais uma vez, em defesa de outra liderança do PSDB, Cássio Cunha Lima, após haver sido cassado por crime eleitoral. Fica mais do que evidente, a relação de “confiança” e “amizade” do bispo com o partido tucano. Aliás, ao que parece, à sua inteira disposição, principalmente nesse momento em que o nome do deputado Luiz Couto (PT) começa a ser comentado pela sociedade para compor uma chapa majoritária com o atual prefeito Ricardo Coutinho (PSB), seja como senador, seja como vice nas próximas eleições ao Governo do Estado.

 

Lembro que uma das falas do deputado na polêmica entrevista concedida deixava transparecer o seu amor e sua vocação pelo sacerdócio como algo vital. Isso me faz crer que o bispo em um ato de perseguição e ira quis “puxar o tapete” do padre Luiz Couto, dando-o o troco por discordar da ala conservadora da igreja (que também tem divergência internas), da mesma forma como tenta passar ao seu “rebanho” que o padre-deputado não pode defender os interesses públicos da população. Não é a primeira vez que Pagotto se posiciona em plena efervescência política. Já em campanhas anteriores ele declarou ser contra padres na política, o que tem todo o direito, mesmo que muitas pessoas discordem.

 

No meu ponto de vista, assim como o efeito se deu ao contrário nas eleições anteriores, essa medida autoritária de Dom Aldo Pagotto só pode trazer benefícios a Luiz Couto, já que a maioria dos cristãos é a favor não só do uso da camisinha, mas como outras formas de contracepção. Sem contar que a grande maioria da população já entendeu que no mundo contemporâneo não cabe mais atitudes preconceituosas e discriminatórias contra ninguém, seja por opção sexual ou qualquer outro motivo.

 

E pra fechar, o povo e Deus parecem acompanhar Luiz Couto, já que ele foi eleito quatro vezes e continua se salvando daqueles que lhe perseguem ou querem tirar a sua vida, devido à sua luta contra o crime organizado no país e em defesa de políticas públicas adequadas para a população do nosso estado.   

 

   

 

 

                                                                                         

 



Escrito por Maria José Béchade às 12h39
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Brasil dando as cartas!

  Jornalista Maria José Béchade

 

O Brasil está cada vez mais forte no cenário internacional, com propostas inovadoras no tocante à resolução de grandes problemas mundiais, como o uso do petróleo, a produção de energias limpas e a chaga da fome, sendo que sua preocupação neste item não está somente centrada internamente, mas também nos países da África, aos quais o Brasil mantém uma dívida histórica.

 

O Governo Brasileiro além de ter se tornado a referência sul-americana em relação ao crescimento econômico e desenvolvimento do país, está levantando bandeiras e as defendendo como jamais foram defendidas em cenários mundiais por parte de outro governo brasileiro. Esta semana, repercutiu positivamente o discurso e as atitudes adotadas pelo presidente Lula em relação à crise relacionada aos alimentos, aos subsídios estrangeiros e às críticas ao Brasil por desenvolver o biocombustível e o etanol, na abertura da Conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).

                                                                                    

Hoje, no mundo, o Brasil dá as cartas também. O Brasil e o presidente Lula são vistos como a grande liderança da América Latina e têm merecido respeito da comunidade internacional. O País vem sendo citado constantemente pelos jornais internacionais, não somente pelos que acompanham o seu crescimento, mas também por aqueles que atuam do lado das grandes potências mundiais.

 

O mundo está vivendo atualmente uma inversão de papeis vinda do hemisfério Sul em direção ao hemisfério Norte. Os papéis foram trocados. A América do Sul está dando aula de como se faz um continente democrático e socialista, quando antes a Europa era o berço da esquerda. Hoje boa parte da Europa está de direita e a América do Sul quase toda de esquerda.

 

As nações que antes ditavam sozinhas o que o mundo recebia em produtos, em cultura, em costumes, em política e nas relações de poderes, estão cada vez mais se dobrando aos novos modelos, às necessidades e aos chamados dos países do Sul. Tudo está mudando de lado. Estamos presenciando um novo ciclo, que começa pelas mãos de uma política mais democrática na América Latina, da cooperação internacional e dessa contra-ordem mundial.



Categoria: internacional
Escrito por Maria José Béchade às 14h30
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Socialistas ganham fôlego

  Jornalista Maria José Béchade

 

Nunca se viu em João Pessoa um cenário tão previsível para as eleições municipais, tampouco a falta de opções, de nomes fortes, que realmente tenham chances de derrotar o candidato à reeleição. Por um lado, o trabalho que vem realizando o socialista Ricardo Coutinho na cidade, as políticas empregadas pelo governo petista do presidente Lula e a conscientização da população merecem destaque para a consolidação de um novo modo de fazer política. Por outro lado, a população parece não aceitar mais as políticas ultrapassadas dos grupos conservadores, que aos poucos estão caindo de seus pedestais, após denúncias de corrupção, de mal utilização do dinheiro público, de denúncias de crimes eleitorais e inúmeros processos, a exemplo do ex-prefeito Cícero Lucena e do governador Cássio Cunha Lima. O PSDB parece não retomar mais o fôlego na Capital.

 

Já o campo das esquerdas, que há anos luta para implantar de vez um governo socialista, dá sinais de amadurecimento e inicia uma fase que será dificilmente derrubada por essa fraca oposição. Caso passe nas articulações, a indicação do nome do deputado estadual Rodrigo Soares, do PT, para a vice de Ricardo, João Pessoa ganharia a chapa tão sonhada pelos socialistas. Dois nomes que defendem o modo petista de governar e o projeto apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a nação. Uma chapa que colocaria a velha militância petista unida nas ruas novamente, trazendo a euforia de antes às eleições, apesar da evidência do quadro.

 

Ainda que Ricardo não pertença mais aos quadros do Partido dos Trabalhadores, o programa de governo implementado por ele na Capital não deixa dúvida de suas raízes petistas, o que agrada muito à base e às lideranças petistas. Não se pode deixar de levar em consideração de que esse primeiro mandato socialista abre de vez as portas para um longo futuro das gestões populares e democráticas, tanto para João Pessoa como para a Paraíba. Cabe, agora, ao prefeito Ricardo ter sensibilidade na escolha de seu melhor parceiro para continuar construindo a caminhada socialista.     



Escrito por Maria José Béchade às 13h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Brasil: investimento seguro para europeu

  Jornalista Maria José Béchade

 

A imagem do Brasil na Europa, e não somente nela, está cada vez mais firmada como o país que está dando certo economicamente e que tem potencial para se consolidar como uma grande nação, o que tem atraído grandes investimentos para o país. A América Latina de um modo geral virou o destino de grandes investidores europeus e nessa disputa de mercados o Brasil é quem está levando a maior vantagem, segundo o gerente de investimentos, Pierre Radot, que trabalha para uma grande companhia financeira, em Paris, onde são gerenciados milhões de euros de clientes que querem investir, principalmente, no mercado de ações.

 

Segundo o especialista em mercado, alguns dos fatores que têm atraído os investidores internacionais para o Brasil, entre eles os seus clientes europeus, são o crescimento estável da economia, a baixa da inflação e a descoberta de grande quantidade de petróleo. “Na atual conjuntura, quando tenho que indicar um investimento, indico o mercado brasileiro. Meus clientes têm investido em ações de empresas petrolíferas, siderúrgicas, agrícolas e bancos. Após as crises econômicas enfrentadas em várias bolsas do mundo, o Brasil é hoje o grande milagre econômico”, disse.

 

De acordo com Radot, as ações que mais têm atraído os investidores europeus são: Petrobrás, Vale do Rio Doce, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, entre outras empresas de mineração e agrícola, sendo neste último setor, a produção de soja uma das ações mais valorizadas.

 



Categoria: internacional
Escrito por Maria José Béchade às 22h20
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Dilma desponta

  Jornalista Maria José Béchade

 

A ministra Dilma Rousseff está dominando bem o cenário político neste momento. Outro dia li uma entrevista dada por ela ao jornalista Ricardo Kotscho, onde se pode fazer uma leitura de que ela é hoje um nome forte para a disputa à presidência da República nas eleições de 2010. Apesar de gostar muito do nome da ministra Marta Suplicy, passei a admirar Dilma por sua história, sua luta durante o regime ditatorial no Brasil e por seus posicionamentos tranqüilos e incisivos na atual conjuntura.

 

Para mim ela passa fortaleza, inteligência e valores políticos não encontrados em muitos que exercem cargos públicos. E é por isso tudo que ela está sendo bombardeada pela oposição e pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista), como diz Paulo Henrique Amorim em seu blog. Aliás, desde que Lula e o PT estão à frente do Governo, a oposição e o PIG procuram “atirar” em cada personalidade que desponta com chances reais de ocupar a cadeira de Lula na presidência. Querem incriminá-la de todas as formas, mesmo sem provas, para derrubar mais um do PT que possa crescer no cenário político, assim como tentar contaminar o Governo do presidente Lula.

 

Virou moda no Brasil acusar, formar dossiês, forjar quadrilhas, bagunçar a vida privada das pessoas e destorcer fatos para depois se provar de que tudo não passa de politicagem. Está mais do que na hora dos políticos brasileiros exercerem na prática uma política com respeito e dignidade, como pede um regime democrático ao qual o Brasil está vivendo atualmente. O papel da oposição é acompanhar e debater os projetos e ações do Governo nas diferentes áreas e não perseguir personalidades.



Escrito por Maria José Béchade às 12h18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Brasil Bio e Petróleo

  Jornalista Maria José Béchade

 

Tenho recebido informações positivas aqui na Espanha sobre a descoberta no Brasil da maior bacia petrolífera do mundo nos últimos 30 anos. Os meios de comunicação, a bolsa de valores e os parceiros da Petrobrás aqui na Europa ficaram entusiasmados com a notícia. No entanto, li em portal brasileiro a “contra-informação” desqualificando o mérito da descoberta e procurando culpados para o “vazamento” da informação, que agora virou moda no Brasil!

 

Por outro lado, essa parte da mídia que parece “torcer” por um Brasil sem crescimento econômico e sem desenvolvimento se alia às chamadas nações de primeiro mundo, que por sua vez estão agora nas mãos de setores conservadores, para tirar o esforço que o Governo Federal vem fazendo em pesquisa e produção do tão sonhado combustível bio.

 

Para um país como a França, onde as terras são escassas para a produção da matéria-prima empregada no biocombustível, é compreensível a preocupação do presidente Nicolas Sarkozy para que o fluxo da produção de alimentos não diminua. Da mesma forma, é válida para os Estados Unidos que vem utilizando o milho como matéria prima. Sem falar nas altas taxas adotadas por esses países para o setor agrícola.

 

Para o Brasil, que ainda tem muitas terras improdutivas e que vem trabalhando para uma produção agrícola sustentável, a cadeia alimentar não poderá sofrer impacto, como já afirmou recentemente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O país tem muito chão para abrigar tanto a produção alimentar como a de biocombustíveis, podendo se tornar um grande exportador do óleo para esses países.

 

Mas, o que está em jogo é a “ordem mundial”. A ordem de quem tem o poder econômico e se sente ameaçado por novas perspectivas e de inversão dessa ordem em alguns setores. Sabem os conservadores que a descoberta de mais petróleo em terras brasileiras e a produção de biocombustíveis significam crescimento econômico, mais emprego, mais exportação e o reconhecimento internacional para o Brasil, que já é referência mundial de nação que dá respostas para problemas como a fome e o aquecimento do planeta.     



Escrito por Maria José Béchade às 13h49
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Igualdade de Gênero: Ponto para Zapatero!

  Jornalista Maria José Béchade

 

O presidente do Governo Espanhol, José Luis Zapatero, ao anunciar ontem o seu novo ministério fez história e marcou a ratificação de sua proposta de Governo de lutar pela igualdade social e de gênero. Dos 17 ministros que fizeram juramento perante o rei Juan Carlos, nesta terça-feira, nove são mulheres. A vice-presidência de Governo, também é ocupada por uma mulher, Maria Tereza Fernández de La Vega, que exerceu a mesma função no primeiro mandato de Zapatero.

 

Marcando a sua política de inserção das mulheres no mercado de trabalho, Zapatero começa mostrando à sociedade e aos empresários que em qualquer fase a mulher está apta a executar tarefas em diversos setores. A imagem que marcou os noticiários espanhóis e de vários jornais do mundo esta semana foi a da nova ministra da Defesa, Carme Chacón, grávida, passando revista às tropas das Forças Armadas Espanholas. Chacón além de jovem é a primeira mulher a assumir a pasta no país. Ela também representa a importância que o Governo Zapatero tem dado à Comunidade Autônoma da Catalunha, uma das regiões mais complexas da Espanha, com cultura, economia, crescimento e problemas distintos.

 

Outra remarca foi a criação do Ministério da Igualdade, onde uma jovem de pouco mais de 30 anos, Bibiana Aído, assume a responsabilidade de trabalhar para a redução da discriminação feminina no país. Além da violência de gênero, a desigualdade social entre homens e mulheres tem sido uma problemática enfrentada pelo Governo Zapatero.

 

Há dois anos, o Conselho de Ministros aprovou um anteprojeto de Lei Orgânica de “Igualdade entre Mulheres e Homens”, que discute a não discriminação feminina em âmbitos como o mercado de trabalho e nas tomadas de decisões, tanto políticas como empresariais. Em sua última campanha, Zapatero prometeu apresentar um projeto para eliminar a discriminação em todos os âmbitos e por qualquer motivo, além de continuar apoiando a inserção de mulheres com mais de 40 anos no mercado de trabalho. Por tanto, Zapatero caminha acertadamente com seu novo ministério.  

 



Categoria: internacional
Escrito por Maria José Béchade às 12h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Censura, não!

  Jornalista Maria José Béchade

 

É inacreditável que nos dias de hoje, quando mais ninguém aceita o regime ditatorial no Brasil, ainda possa existir censura aos veículos de comunicação. Descobrir fatos novos para desvendar um caso tão importante e moroso como esse que envolve a eleição do atual governante da Paraíba, Cássio Cunha Lima, faz parte do labor jornalístico e não deve em hipótese alguma ser motivo de interdição, como o que ocorreu com o Sistema Correio de Comunicação.

 

Ora, se o processo corre em segredo de justiça e a Justiça Eleitoral está incomodada com os vazamentos das informações, cabe a ela mesma tomar iniciativas dentro de sua própria casa para que estas não vazem. Mas, que a sociedade tem todo o direito de saber o que acontece e em que pé está o processo contra o governador, isso é fato e é de direito!

 

Em alguns estados o Ministério Público luta para revogar o sigilo nos casos de processos como o que envolve o governador Cássio Cunha Lima, ou seja, referentes aos crimes eleitorais, por tratar-se de assunto de interesse público. A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, por exemplo, requereu ao TRE/SP a revogação do segredo de justiça nas ações de impugnação de mandato eletivo em tramitação naquele tribunal após as últimas eleições.

 

De acordo com a Procuradoria, “a regra do segredo de justiça não mais subsiste, pois a Emenda Constitucional nº 45, que alterou a Constituição Federal, efetuando a Reforma do Judiciário, fortaleceu o princípio da publicidade dos atos processuais e reduziu a possibilidade de decretação de segredo de justiça apenas àqueles casos em que a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação (artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, com a nova redação dada pela EC 45)”.

O pedido feito pela Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo destaca ainda que, “numa ação que verse sobre ilícitos eleitorais que podem levar à cassação do mandato outorgado a um representante eleito pelo povo, o interesse público à informação e ao acompanhamento dos atos processuais é inquestionável, o que já é suficiente para que se afaste o segredo de justiça”.

Não se pode aceitar passivamente a atitude do juiz da 64ª Zona Eleitoral de João Pessoa, Aloísio Bezerra, que cala a boca dos veículos de comunicação para encobrir um problema que na verdade é de foro íntimo da Justiça Eleitoral. A sociedade quer mais é agilidade na elucidação do caso e que os crimes eleitorais sejam punidos exemplarmente. Isso sim! 

 

 



Escrito por Maria José Béchade às 22h14
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Democracia e Política de Comunicação

 

  Jornalista Maria José Béchade

 

O Governo Federal vem contribuindo muito na democratização das Comunicações no Brasil, através do incentivo às rádios comunitárias, à inclusão digital em escolas e centros educativos e mais recentemente com a luta pela implantação da TV Pública. Porém, muita coisa tem que ser feita, afora o convencimento de parlamentares de oposição e dos setores conservadores da sociedade. Tanto o Governo como a sociedade devem lutar por mais veículos públicos de comunicação, para que as informações não fiquem somente nas mãos das empresas que monopolizam o setor e que a sociedade tenha uma melhoria na qualidade dessas informações.

 

A população deve ter à sua disposição TVs, rádios, jornais e todas as formas viáveis para melhorar a circulação das informações, com qualidade e respeito ao seu pluralismo. As empresas estatais de comunicação, por exemplo, deveriam ser transformadas em veículos públicos, onde esse papel pudesse ser cumprido de forma plena e não, exercer o papel de veículo institucional para os Governos. A internet já está cumprindo essa função, os cidadãos e cidadãs já selecionam de maneira democrática a sua fonte, buscando e analisando o conteúdo que melhor lhe interesse, apesar de que é sempre recomendável averiguar a veracidade da informação.     

 

Uma melhor distribuição dos meios de comunicação contribui para que a sociedade tenha mais cultura, no sentido amplo da palavra, e realize uma leitura crítica de tudo o que é apresentado para ela. Não somente em termos dos conteúdos despejados pela mídia conservadora, como também da qualidade das políticas apresentadas, em termos de saúde, educação, cultura, segurança, além de medir o próprio modelo democrático que está sendo apresentado.

 

Para que a democratização dos meios e a própria política de comunicação sejam realmente um bem comum a todos os cidadãos e cidadãs, algumas medidas devem ser tomadas. A participação de pesquisadores da área, estudantes, professores, jornalistas, sociedade civil organizada, parlamentares e do próprio Governo em um conselho que atue de forma democrática e que dê espaços para a criação de novos mecanismos de difusão, mostre e respeite toda a diversidade existente em nossa sociedade, que se preocupe e exerça uma reflexão sobre os conteúdos exibidos, são algumas dessas medidas. Esse conselho, deverá também levar em consideração a formação crítica dos jovens, das crianças e da sociedade em um todo, já que não podemos negar o poder da mídia para a formação de conceitos e pensamentos.

 

É necessária, ainda, a reflexão das formas de manutenção desses espaços, através da comercialização de publicidades e patrocínios, tanto por empresas estatais, como pelo mercado formal, para que uma TV Pública, por exemplo, não fique fadada a desaparecer por falta de recursos e nem seja instrumento político dos governantes que estejam exercendo o poder naquele momento. Uma estrutura de observação e controle externo desses veículos também deve ser discutida e posta em prática.

 

Os veículos públicos deverão sempre cumprir o seu papel de trabalhar pela democracia em todos os âmbitos, sempre buscando mecanismos para escutar as vozes da população e até concorrer com as empresas dos grupos privados de comunicação. Aliás, esse é o papel fundamental da Comunicação, que, infelizmente, é descumprido pela enorme maioria dos veículos e profissionais de comunicação em nosso país.

  

 

 



Escrito por Maria José Béchade às 14h58
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Pena máxima para pedófilos e assassinos

 

  Jornalista Maria José Béchade

 

O que acontece com a humanidade? Estou estarrecida com tantos fatos macabros envolvendo crianças. Parece que acabou o lema: “cuidemos de nossas crianças que dela depende o futuro”. Simultaneamente estou acompanhando os casos de Isabella Oliveira Nardoni, de 5 anos, de São Paulo, o de Maria Etelvina dos Santos, de 9 anos, da Paraíba, o de Mari Luz, de 5 anos, da Espanha e o de Madeleine McCann, de 4 anos, de Portugal. Os casos se parecem entre si e aí pergunto que culpa tem os pais, que culpa tem a sociedade, que culpa tem a Justiça, que culpa tem a Polícia?

 

A violência está por todas as partes e já não podemos mais fechar os olhos e deixar uma criança de 5 anos comprar bombons na esquina, como foi o caso de Mari Luz, que desapareceu durante quase dois meses e foi encontrada morta, boiando em um rio, com sinais de abusos sexuais.

 

Não podemos mais nos descuidar, não podemos deixar nossos filhos sozinhos em casa, dormindo ou não, como no caso de Isabella e de Madeleine, por mais curto que seja o local ou o espaço de tempo. Temos que incentivar nossas filhas a não andarem desacompanhadas para que não fiquem expostas a assalto, estupro ou morte, como o que ocorreu com Maria Etelvina. Que dura realidade esta.

 

Em alguns casos, a Justiça e a Polícia têm culpa. Na Espanha, por exemplo, esse caso da menina Mari Luz está sendo debatido pelo Chefe de Governo, pela mídia, pela Justiça, a Polícia e por toda a sociedade. E a conclusão que se chega é de que a Justiça tem culpa no episódio de Mari Luz, já que deixou em liberdade um pedófilo que havia sido condenado, em 2006, por abusar de outra criança, de 9 anos, e da sua própria filha, de 5 anos. No primeiro caso, foi solto porque não tinha antecedentes criminais e no segundo porque a Justiça e a Polícia não trabalharam juntas e não foi dada a ordem de prisão. Um absurdo!

 

Na Espanha ou no Brasil, a Justiça e as Policias têm problemas históricos do não cumprimento das leis, da não rigidez nas condenações e do não cumprimento dos deveres. A sociedade precisa cobrar mais eficiência e seriedade dessas instituições. Precisamos discutir no Brasil, a exemplo do que faz a Espanha e já fez a França, sobre um banco de dados com os nomes, perfis e endereços dos abusadores de crianças e estudar a possibilidade de leis e condenações mais rígidas para esses monstros, que para mim, não têm nada de doença, e sim de mau-caratismo.

 

Queremos viver com dignidade. Deixar nossas crianças brincarem livres, voltarem da escola em segurança, queremos o desvendamento de todos esses casos, queremos os estupradores e assassinos na prisão, queremos leis duras e eficientes. Pedófilos não podem andar soltos por aí porque repetem os seus crimes. Defendo pena máxima para eles, sem recursos.   

 

 

 

 



Escrito por Maria José Béchade às 10h56
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Barcelona de Gaudí III

  Jornalista Maria José Béchade 

 

O local mais agradável de se visitar em Barcelona, sem dúvida, é o Parque Güell. Idealizado pelo arquiteto Gaudí e inaugurado em 1922, o parque é uma extensão de 17,18 hectares de jardins no alto da montanha, de onde se pode apreciar a vista da cidade de Barcelona e alguns pontos turísticos, como a “Sagrada Família”, a “Torre Agbar” e o mar.

 

O parque representa uma verdadeira harmonia entre a natureza e o estilo arquitetônico modernista de Gaudí, marcado pela vegetação e por viadutos de pedras de diversas formas e curvas, que lembram estalactites, árvores e esculturas. Foi declarado Monumento Histórico Artístico em 1969 e Patrimônio da Humanidade pela

UNESCO em 1984.

 

  Entrada principal do Parque Güell

 

A entrada principal é composta por dois prédios de puro estilo Gaudí, com tetos ondulados e motivos geométricos. Em seguida duas fontes, com cabeças de animais, uma delas conhecida como o símbolo do Parque Güel, a salamandra (que para os cabalistas representa o fogo), acolhem quem vai em busca de um passeio agradável de encontro com a natureza.

 

 Fonte símbolo do parque

 

 A parte central do parque é constituída por uma grande praça rodeada de bancos em alvenaria e ondulados, que sugerem uma serpente de 50 metros, recobertos por pedaços de mosaico e vidro. Uma obra de arte decorada por Josep Pujol, que era colaborador de Gaudí. Essa praça está sustentada pela “Sala das Cem Colunas”, composta por 85 colunas e mais 15 decorações circulares no teto (com pedaços de cerâmica e vidro), onde inicialmente seriam construídas as colunas que completariam as 100. Retrata o estilo próprio de Gaudí, que nunca empregava formas retas em suas obras.

 

O lugar, que tem o nome de seu antigo proprietário, Eusebi Güell, é freqüentado por uma imensa quantidade de turistas e também pela população adjacente, que utiliza os jardins para fazer caminhada, cooper e passear com as crianças, que desfrutam de equipamentos com jogos e área para pic-nic.

 

  Viaduto de pedras

 

O parque foi idealizado após um fracasso comercial, que pretendia construir uma área urbanizada com 60 casas em meio ao imenso jardim, com vista panorâmica para Barcelona. No entanto, por causa da primeira guerra mundial, foram vendidos apenas dois lotes (em um deles está a casa museu de Gaudí). Mais tarde, com a morte de Güell, a prefeitura comprou o resto do terreno e o transformou nesse maravilhoso parque público. Que exemplo!

 

 



Categoria: internacional
Escrito por Maria José Béchade às 11h32
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Barcelona de Gaudí II

  Jornalista Maria José Béchade

Continuando a série “Barcelona de Gaudí”, publicada no site http://www.turismoemfoco.com.br, vou falar de mais uma obra mestra desse arquiteto que transformou Barcelona e marcou o estilo “modernista catalão” (que se desenvolveu entre os anos 1880 e 1930), a “Casa Milà”; conhecida popularmente como “La Pedrera”. Localizado no nº 92 da Avenida Passeig de Gràcia, o prédio foi construído no período compreendido entre 1906 e 1910, a pedido do casal Roser Segimon e Pere Milà. Foi declarado Patrimônio da Humanidade em 1984 pela UNESCO.  

A exuberância dessa casa está nas linhas geométricas de sua fachada construída em pedra natural, rompida na parte superior por uma cobertura de azulejos brancos, evocando uma montanha nevada. Outro ponto da arquitetura que chama a atenção é o terraço na cobertura do edifício, onde se pode encontrar saídas de escadarias e chaminés, que são verdadeiras esculturas. Essas esculturas são recobertas por fragmentos de garrafas e têm a aparência de cabeças de guerreiros. O turista se depara com um mundo fascinante ao subir no terraço, uma verdadeira exposição de arte ao ar livre!    

Não se pode deixar de ver a beleza dos ferros forjados, outra marca de Gaudí, nas grandes portas e nas fachadas interiores, simulando plantas trepadeiras. Assim como os pátios, os lustres, os detalhes nas paredes e diversos ambientes internos, cada um com sua peculiaridade.

Atualmente, o edifício é propriedade da “Caixa Catalunya”, porém nem todo o imóvel está aberto à visitação. Apenas o subsolo, o quarto andar e o terraço, já que os demais andares estão ocupados por escritórios e, ainda, por algumas famílias tradicionais catalanas. Recomendo! 

  

Casa Milà – “La Pedrera”

 



Categoria: internacional
Escrito por Maria José Béchade às 14h41
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Barcelona de Gaudí

  Jornalista Maria José Béchade

 

A partir de hoje farei uma série de artigos sobre alguns pontos turísticos de Barcelona, que serão divulgados no site http://www.turismoemfoco.com.br. Darei algumas dicas e falarei sobre algumas curiosodades da cidade, de acodo com o meu ponto de vista, para quem se interessar ou pretenda visitar essa cidade rica em sua cultura, arquitetura e costumes. 

 

Quem visita a Espanha não pode deixar de passar por Barcelona e, imprescindivelmente, quem visita Barcelona não pode deixar de visitar as obras do arquiteto modernista, Antón Gaudí, lógico. Esse artista sensacional deixou um conjunto arquitetônico que chama a atenção por sua criatividade e genialidade. Quando olhamos pela primeira vez ficamos inebriados e pensamos: como ele pode ter inventado formas, cores e desenhos tão diferentes, tão distintos de outras arquiteturas, que já mais havíamos imaginado!

 

Mas, para começar esta série sobre Barcelona, uma cidade que guarda suas ruelas, prédios antigos e tradições misturados a essa modernidade de Gaudí, às novas tendências da moda, aos designers arrojados e coloridos, quero mostrar um pouco da minha paixão por umas das obras que mais admiro de Gaudí e que é impossível o turista passar em “Passeig de Gràcia” (a avenida mais famosa da cidade) e não parar para fotografá-la ou visitá-la, a “Casa Batlló”.

 

A casa que fica no nº 43 da rua mais badalada de Barcelona, onde se concentra as butiques e hotéis das grandes redes internacionais, foi construída entre 1875 e 1877 e reformada pelo genial artista Antoni Gaudí, em 1904, a pedido de Don José Batlló Casanovas, que se tornou proprietário do imóvel em 1900. De início Don Batlló queria derrubar o edifício e construir outro no lugar, porém mudou de idéia e resolveu confiar a Gaudí a sua reforma.

 

Hoje a obra é considerada patrimônio da humanidade pela UNESCO e, além de receber turistas do mundo inteiro, com vistas culturais e guiadas, abre diversos salões em seu interior para que a sociedade barcelonesa realize eventos com toda sofisticação que o ambiente apresenta ao mesmo tempo em que chama a atenção por seus detalhes ondulados, rebuscados e surpreendentes da arquitetura Guadiana. Vale à pena conhecer! 

 

 

Casa Batlló - Reformada pelo arquiteto Antoni Gaudí



Categoria: internacional
Escrito por Maria José Béchade às 14h07
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
Categorias
  Todas as Categorias
  internacional
Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo
  BOL - E-mail grátis
  Fundação COMPARTE
  La Vergüenza
  Revista do terceiro setor
  Revista Fórum
  Caros Amigos
  Turismo em Foco
Votação
  Dê uma nota para meu blog