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Brasil dando as cartas!
Jornalista Maria José Béchade
O Brasil está cada vez mais forte no cenário internacional, com propostas inovadoras no tocante à resolução de grandes problemas mundiais, como o uso do petróleo, a produção de energias limpas e a chaga da fome, sendo que sua preocupação neste item não está somente centrada internamente, mas também nos países da África, aos quais o Brasil mantém uma dívida histórica. O Governo Brasileiro além de ter se tornado a referência sul-americana em relação ao crescimento econômico e desenvolvimento do país, está levantando bandeiras e as defendendo como jamais foram defendidas em cenários mundiais por parte de outro governo brasileiro. Esta semana, repercutiu positivamente o discurso e as atitudes adotadas pelo presidente Lula em relação à crise relacionada aos alimentos, aos subsídios estrangeiros e às críticas ao Brasil por desenvolver o biocombustível e o etanol, na abertura da Conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Hoje, no mundo, o Brasil dá as cartas também. O Brasil e o presidente Lula são vistos como a grande liderança da América Latina e têm merecido respeito da comunidade internacional. O País vem sendo citado constantemente pelos jornais internacionais, não somente pelos que acompanham o seu crescimento, mas também por aqueles que atuam do lado das grandes potências mundiais. O mundo está vivendo atualmente uma inversão de papeis vinda do hemisfério Sul em direção ao hemisfério Norte. Os papéis foram trocados. A América do Sul está dando aula de como se faz um continente democrático e socialista, quando antes a Europa era o berço da esquerda. Hoje boa parte da Europa está de direita e a América do Sul quase toda de esquerda. As nações que antes ditavam sozinhas o que o mundo recebia em produtos, em cultura, em costumes, em política e nas relações de poderes, estão cada vez mais se dobrando aos novos modelos, às necessidades e aos chamados dos países do Sul. Tudo está mudando de lado. Estamos presenciando um novo ciclo, que começa pelas mãos de uma política mais democrática na América Latina, da cooperação internacional e dessa contra-ordem mundial.
Escrito por Maria José Béchade às 14h30
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Brasil: investimento seguro para europeu
Jornalista Maria José Béchade
A imagem do Brasil na Europa, e não somente nela, está cada vez mais firmada como o país que está dando certo economicamente e que tem potencial para se consolidar como uma grande nação, o que tem atraído grandes investimentos para o país. A América Latina de um modo geral virou o destino de grandes investidores europeus e nessa disputa de mercados o Brasil é quem está levando a maior vantagem, segundo o gerente de investimentos, Pierre Radot, que trabalha para uma grande companhia financeira, em Paris, onde são gerenciados milhões de euros de clientes que querem investir, principalmente, no mercado de ações.
Segundo o especialista em mercado, alguns dos fatores que têm atraído os investidores internacionais para o Brasil, entre eles os seus clientes europeus, são o crescimento estável da economia, a baixa da inflação e a descoberta de grande quantidade de petróleo. “Na atual conjuntura, quando tenho que indicar um investimento, indico o mercado brasileiro. Meus clientes têm investido em ações de empresas petrolíferas, siderúrgicas, agrícolas e bancos. Após as crises econômicas enfrentadas em várias bolsas do mundo, o Brasil é hoje o grande milagre econômico”, disse.
De acordo com Radot, as ações que mais têm atraído os investidores europeus são: Petrobrás, Vale do Rio Doce, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, entre outras empresas de mineração e agrícola, sendo neste último setor, a produção de soja uma das ações mais valorizadas.
Escrito por Maria José Béchade às 22h20
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Igualdade de Gênero: Ponto para Zapatero!
Jornalista Maria José Béchade
O presidente do Governo Espanhol, José Luis Zapatero, ao anunciar ontem o seu novo ministério fez história e marcou a ratificação de sua proposta de Governo de lutar pela igualdade social e de gênero. Dos 17 ministros que fizeram juramento perante o rei Juan Carlos, nesta terça-feira, nove são mulheres. A vice-presidência de Governo, também é ocupada por uma mulher, Maria Tereza Fernández de La Vega, que exerceu a mesma função no primeiro mandato de Zapatero.
Marcando a sua política de inserção das mulheres no mercado de trabalho, Zapatero começa mostrando à sociedade e aos empresários que em qualquer fase a mulher está apta a executar tarefas em diversos setores. A imagem que marcou os noticiários espanhóis e de vários jornais do mundo esta semana foi a da nova ministra da Defesa, Carme Chacón, grávida, passando revista às tropas das Forças Armadas Espanholas. Chacón além de jovem é a primeira mulher a assumir a pasta no país. Ela também representa a importância que o Governo Zapatero tem dado à Comunidade Autônoma da Catalunha, uma das regiões mais complexas da Espanha, com cultura, economia, crescimento e problemas distintos.
Outra remarca foi a criação do Ministério da Igualdade, onde uma jovem de pouco mais de 30 anos, Bibiana Aído, assume a responsabilidade de trabalhar para a redução da discriminação feminina no país. Além da violência de gênero, a desigualdade social entre homens e mulheres tem sido uma problemática enfrentada pelo Governo Zapatero.
Há dois anos, o Conselho de Ministros aprovou um anteprojeto de Lei Orgânica de “Igualdade entre Mulheres e Homens”, que discute a não discriminação feminina em âmbitos como o mercado de trabalho e nas tomadas de decisões, tanto políticas como empresariais. Em sua última campanha, Zapatero prometeu apresentar um projeto para eliminar a discriminação em todos os âmbitos e por qualquer motivo, além de continuar apoiando a inserção de mulheres com mais de 40 anos no mercado de trabalho. Por tanto, Zapatero caminha acertadamente com seu novo ministério.
Escrito por Maria José Béchade às 12h33
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Barcelona de Gaudí III
Jornalista Maria José Béchade
O local mais agradável de se visitar em Barcelona, sem dúvida, é o Parque Güell. Idealizado pelo arquiteto Gaudí e inaugurado em 1922, o parque é uma extensão de 17,18 hectares de jardins no alto da montanha, de onde se pode apreciar a vista da cidade de Barcelona e alguns pontos turísticos, como a “Sagrada Família”, a “Torre Agbar” e o mar.
O parque representa uma verdadeira harmonia entre a natureza e o estilo arquitetônico modernista de Gaudí, marcado pela vegetação e por viadutos de pedras de diversas formas e curvas, que lembram estalactites, árvores e esculturas. Foi declarado Monumento Histórico Artístico em 1969 e Patrimônio da Humanidade pela
UNESCO em 1984.
Entrada principal do Parque Güell
A entrada principal é composta por dois prédios de puro estilo Gaudí, com tetos ondulados e motivos geométricos. Em seguida duas fontes, com cabeças de animais, uma delas conhecida como o símbolo do Parque Güel, a salamandra (que para os cabalistas representa o fogo), acolhem quem vai em busca de um passeio agradável de encontro com a natureza.
Fonte símbolo do parque
A parte central do parque é constituída por uma grande praça rodeada de bancos em alvenaria e ondulados, que sugerem uma serpente de 50 metros, recobertos por pedaços de mosaico e vidro. Uma obra de arte decorada por Josep Pujol, que era colaborador de Gaudí. Essa praça está sustentada pela “Sala das Cem Colunas”, composta por 85 colunas e mais 15 decorações circulares no teto (com pedaços de cerâmica e vidro), onde inicialmente seriam construídas as colunas que completariam as 100. Retrata o estilo próprio de Gaudí, que nunca empregava formas retas em suas obras.
O lugar, que tem o nome de seu antigo proprietário, Eusebi Güell, é freqüentado por uma imensa quantidade de turistas e também pela população adjacente, que utiliza os jardins para fazer caminhada, cooper e passear com as crianças, que desfrutam de equipamentos com jogos e área para pic-nic.
Viaduto de pedras
O parque foi idealizado após um fracasso comercial, que pretendia construir uma área urbanizada com 60 casas em meio ao imenso jardim, com vista panorâmica para Barcelona. No entanto, por causa da primeira guerra mundial, foram vendidos apenas dois lotes (em um deles está a casa museu de Gaudí). Mais tarde, com a morte de Güell, a prefeitura comprou o resto do terreno e o transformou nesse maravilhoso parque público. Que exemplo!
Escrito por Maria José Béchade às 11h32
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Barcelona de Gaudí II
Jornalista Maria José Béchade
Continuando a série “Barcelona de Gaudí”, publicada no site http://www.turismoemfoco.com.br, vou falar de mais uma obra mestra desse arquiteto que transformou Barcelona e marcou o estilo “modernista catalão” (que se desenvolveu entre os anos 1880 e 1930), a “Casa Milà”; conhecida popularmente como “La Pedrera”. Localizado no nº 92 da Avenida Passeig de Gràcia, o prédio foi construído no período compreendido entre 1906 e 1910, a pedido do casal Roser Segimon e Pere Milà. Foi declarado Patrimônio da Humanidade em 1984 pela UNESCO.
A exuberância dessa casa está nas linhas geométricas de sua fachada construída em pedra natural, rompida na parte superior por uma cobertura de azulejos brancos, evocando uma montanha nevada. Outro ponto da arquitetura que chama a atenção é o terraço na cobertura do edifício, onde se pode encontrar saídas de escadarias e chaminés, que são verdadeiras esculturas. Essas esculturas são recobertas por fragmentos de garrafas e têm a aparência de cabeças de guerreiros. O turista se depara com um mundo fascinante ao subir no terraço, uma verdadeira exposição de arte ao ar livre!
Não se pode deixar de ver a beleza dos ferros forjados, outra marca de Gaudí, nas grandes portas e nas fachadas interiores, simulando plantas trepadeiras. Assim como os pátios, os lustres, os detalhes nas paredes e diversos ambientes internos, cada um com sua peculiaridade.
Atualmente, o edifício é propriedade da “Caixa Catalunya”, porém nem todo o imóvel está aberto à visitação. Apenas o subsolo, o quarto andar e o terraço, já que os demais andares estão ocupados por escritórios e, ainda, por algumas famílias tradicionais catalanas. Recomendo!
Casa Milà – “La Pedrera”
Escrito por Maria José Béchade às 14h41
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Barcelona de Gaudí
Jornalista Maria José Béchade
A partir de hoje farei uma série de artigos sobre alguns pontos turísticos de Barcelona, que serão divulgados no site http://www.turismoemfoco.com.br. Darei algumas dicas e falarei sobre algumas curiosodades da cidade, de acodo com o meu ponto de vista, para quem se interessar ou pretenda visitar essa cidade rica em sua cultura, arquitetura e costumes.
Quem visita a Espanha não pode deixar de passar por Barcelona e, imprescindivelmente, quem visita Barcelona não pode deixar de visitar as obras do arquiteto modernista, Antón Gaudí, lógico. Esse artista sensacional deixou um conjunto arquitetônico que chama a atenção por sua criatividade e genialidade. Quando olhamos pela primeira vez ficamos inebriados e pensamos: como ele pode ter inventado formas, cores e desenhos tão diferentes, tão distintos de outras arquiteturas, que já mais havíamos imaginado!
Mas, para começar esta série sobre Barcelona, uma cidade que guarda suas ruelas, prédios antigos e tradições misturados a essa modernidade de Gaudí, às novas tendências da moda, aos designers arrojados e coloridos, quero mostrar um pouco da minha paixão por umas das obras que mais admiro de Gaudí e que é impossível o turista passar em “Passeig de Gràcia” (a avenida mais famosa da cidade) e não parar para fotografá-la ou visitá-la, a “Casa Batlló”.
A casa que fica no nº 43 da rua mais badalada de Barcelona, onde se concentra as butiques e hotéis das grandes redes internacionais, foi construída entre 1875 e 1877 e reformada pelo genial artista Antoni Gaudí, em 1904, a pedido de Don José Batlló Casanovas, que se tornou proprietário do imóvel em 1900. De início Don Batlló queria derrubar o edifício e construir outro no lugar, porém mudou de idéia e resolveu confiar a Gaudí a sua reforma.
Hoje a obra é considerada patrimônio da humanidade pela UNESCO e, além de receber turistas do mundo inteiro, com vistas culturais e guiadas, abre diversos salões em seu interior para que a sociedade barcelonesa realize eventos com toda sofisticação que o ambiente apresenta ao mesmo tempo em que chama a atenção por seus detalhes ondulados, rebuscados e surpreendentes da arquitetura Guadiana. Vale à pena conhecer!
Casa Batlló - Reformada pelo arquiteto Antoni Gaudí
Escrito por Maria José Béchade às 14h07
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Conflito Diplomático
Jornalista Maria José Béchade
Depois que as autoridades brasileiras começaram a se mexer sobre as expulsões de brasileiros em viagem à Espanha, os noticiários espanhóis acordaram para mostrar os dois lados da moeda. Antes não aparecia nada sobre os turistas latino-americanos, africanos e de outras nacionalidades que ficam presos no aeroporto esperando dias para serem deportados aos seus países de origem. Agora, até mostram a “sala da humilhação”, como chamada de jornal impresso e divulgam reportagens completas com brasileiros e espanhóis falando dos constrangimentos que passaram ao retornar em seguida de uma longa viagem de avião ao seu país de origem.
Hoje até escrevi para um jornal on-line porque fiquei indignada com uma reportagem que falava de uma brasileira que queria sair do Brasil para a Espanha com o seu filho menor (espanhol com passaporte brasileiro) e foi impedida por não ter a autorização do pai e do juizado de menores, como se ela própria estivesse sendo constrangida em seu próprio país. Um exagero! Tenho três filhos e sei que essa lei existe há muitos anos e é positiva porque evita problemas que já presenciamos no Brasil e é corriqueiro aqui na Europa, que é o desaparecimento de crianças. A Europa deveria, sim, tomar como exemplo o Brasil e evitar os seqüestros de muitas crianças que estão hoje em mãos de rede de prostituição, de pedofilia, de negociadores de órgãos humanos e assassinos.
Por outro lado, há quem ainda não despertou, mas, o fato é que existe aí um conflito diplomático entre os dois países. Na primeira reportagem sobre o assunto, em um veículo televisivo da Espanha, o foco foi dado em cima dos turistas espanhóis que estavam sendo “rejeitados” pelo Brasil e apenas diziam que era uma represália às deportações de alguns brasileiros por parte da Espanha nos últimos meses.
Em seguida, o embaixador do Brasil na Espanha, José Viegas, aparece com uma calma e polidez que só um diplomata tem para dizer à população e autoridades espanholas que o Brasil está apenas cumprindo o que determina a lei, nada mais. Do outro lado, a diplomacia espanhola diz que não existe nada contra os brasileiros e que a polícia segue as normas determinadas pela União Européia. Duas atitudes diplomáticas para esconder em baixo do tapete o que no dia seguinte está dito pelo Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, depois de atender um telefonema da diplomacia espanhola: “Me telefonou para buscar uma solução. Interpreto como uma trégua, um esforço para reduzir o número de brasileiros impedidos de entrar na Espanha”, o que o jornal “Público” classificou de uma atitude para “evitar que a situação desemboque em uma crise diplomática”. A crise já existe e o pior é que alguns veículos de comunicação apostam pelo agravamento e mais constrangimento de brasileiros aqui na Espanha.
Escrito por Maria José Béchade às 11h24
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Espanha tem alto índice de Violência de Gênero
Jornalista Maria José Béchade
Quando estamos no Brasil acreditamos que nos países ditos de “primeiro mundo” não vamos encontrar problemas sociais que presenciamos em nosso dia-a-dia, a exemplo da violência de gênero, o que é um engano. A Espanha vai chegar ao 8 de Março, dia dedicado às mulheres, com uma estatística vergonhosa e que, ao que parece, as autoridades não encontram respostas para a problemática.
Nesses dois meses de 2008, o País já soma 17 mulheres mortas por seus companheiros, em sua maioria imigrantes. Somente nesta semana, quatro foram assassinadas por ex-companheiros sentimentais, em grande parte no espaço doméstico. Em 2007, segundo levantamento realizado por instituições feministas da Espanha, 84 mulheres foram vítimas de seus companheiros sentimentais (destas, três brasileiras). Dados da Red Feminina afirmam que 84 mil mulheres vivem sob proteção na Espanha.
O aumento da violência doméstica está tão alarmante que centenas de pessoas foram às ruas, ontem, na região de Valência, para protestar e pedir punição para o assassino da mais recente vítima, uma mulher de 46 anos. Segundo matérias publicadas na imprensa local, na Espanha existe um total de 50 mil homens condenados por delitos referentes à violência de gênero, sendo que uma média de 4 mil estão encarcerados e 46 mil se encontram em liberdade, o que significa 8% de casos onde se fez justiça.
Por outro lado, os estupros e outros tipos de agressões, também, são alarmantes. Só para se ter uma idéia, a Guarda Civil tem um programa informático que guarda os perfis genéticos dos agressores, sejam anônimos ou não, até que os casos sejam resolvidos pela Justiça. Uma média de 45 mil DNAs estão estocados em frigoríficos, com temperaturas de 80° abaixo de zero, em laboratórios da instituição. Em 2008, já são 10 mil DNAs congelados à espera de solução.
Os debates em programas jornalísticos, com políticos e especialistas são diários neste momento. Há uma cobrança no sentido de que haja mais campanhas de prevenção à violência doméstica e que os Governos repensem suas políticas públicas para a questão.
Escrito por Maria José Béchade às 07h26
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